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Escola de Tradutores, de Paulo Rónai, marco zero na história dos Estudos da Tradução no Brasil - a genética de uma trajetória

SUMÁRIO, RESUMO


Sumário


Lista de abreviaturas
Lista de tabelas e gráfico

1. Introdução

2. Notas sobre metodologia:
  (1) historiografia
  (2) paratextual
  (3) crítica genética
  (4) literatura comparada
  (4.1) - literatura comparada no Brasil
  (4.2) - Paulo Rónai comparatista
Notas sobre contextualização: (5) aspectos históricos

3. Background: breve perfil biográfico - alguns aspectos relevantes

4. Gênese do Escola de Tradutores (EscTrad) - a genética de uma trajetória Análise do mapeamento dos Capítulos x Edições
  4.1 - Mapeamento dos Capítulos x Edições - (tabela I)
  4.2 - Trajetória das Modificações dos Capítulos entre Edições - (tabela II)
  4.3 - Resumo das Alterações - (tabela III)
  4.4 - Observações e Comentários Conclusivos

5. Modus operandi

6. Recepção da obra de Paulo Rónai e influência irradiada
  6.a) medida através de jornais - no início na HU e no BR
  6.b) medida através de outros meios - atual
    6.b.1 - pesquisa direta
      6.b.1-A - teses com a temática Paulo Rónai
    6.b.1-B - influência irradiada na academia (banco de dados de teses)
    6.b.2 - influência irradiada, pesquisada por outros meios

7. Conclusão

8. Bibliografia

Anexos



Resumo

Considerado por muitos como o marco zero, o pioneiro entre os livros de Estudos da Tradução publicados no Brasil, a obra Escola de Tradutores, de Paulo Rónai, foi lançada em 1952 em 1ª edição, numa série especial do Serviço de Documentação do Ministério da Educação e Saúde chamada Os Cadernos de Cultura. Até 1989, última edição em vida do autor, o livro teve mais cinco edições. Ao longo desse período e dessas edições, contudo, a obra foi passando por diversas revisões e ampliações. O que nasceu com sete capítulos, na 6ª edição havia se transformado em 21 capítulos mais um Apêndice e um Índice Remissivo. Suas 50 páginas iniciais transformaram-se em 172, evidenciando que a obra havia experimentado um processo de crescimento ao longo dos anos. Também a disciplina Estudos da Tradução se desenvolveu no Brasil, muitas obras foram lançadas a partir dos anos 1990. Contudo, até o presente momento, ninguém havia se debruçado sobre o marco zero da disciplina para avaliar as condições e as características de seu surgimento e evolução. O presente estudo tem por objetivo preencher esse lapso. Tomando emprestados conceitos de disciplinas afins como Historiografia da Tradução, Literatura Comparada e Crítica Genética, desenvolveu-se um modelo de avaliação e análise para determinar e caracterizar a trajetória pela qual a obra passou ao longo de seu processo de criação, depois de delineado o momento histórico em que ela havia sido concebida. A metodologia adotada permitiu localizar a motivação que Paulo Rónai teve para iniciar a escrever a série de artigos que depois viriam se transformar em livro. A partir daí elaborou-se a gênese do Escola de Tradutores. Uma vez estudada a evolução física da obra, passou-se à verificação e análise da evolução de seu conteúdo, buscando, principalmente, detectar e caracterizar as modificações realizadas pelo autor. À análise de cada modificação individual, segue uma análise do conjunto. Sua resultante é a tipificação da reflexão crítico-teórica de Paulo Rónai e a constatação de que o trabalho desenvolvido pelo autor do Escola de Tradutores, além de torná-lo precursor da própria disciplina dos Estudos da Tradução no Brasil, contribuiu para a formação de tradutores.


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